Contexto e importância
Lionel Messi encerra nesta terça-feira uma trajetória de mais de duas décadas com a Seleção Argentina. A despedida acontece diante do Benin, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.
Poucos jogadores atravessaram tantas gerações com a mesma camisa. Messi estreou em 2005 como promessa e termina como o maior ídolo argentino ao lado de Maradona.
A despedida do camisa 10 fecha um ciclo que vai da estreia em 2005 ao título mundial de 2022.
A Gazeta Esportiva listou dez momentos marcantes dessa história, da primeira cavadinha à Copa do Mundo. Aqui, a gente organiza essa linha do tempo e explica o que ela representa para o futebol.
O que aconteceu
Messi entra em campo no Monumental de Núñez para o jogo de despedida da Seleção, nesta terça-feira. O adversário é o Benin, e o clima é de homenagem para um jogador que já tem lugar garantido na história.
A carreira pela Argentina começou em agosto de 2005, contra a Hungria. A estreia foi dura: ele entrou no segundo tempo e foi expulso poucos minutos depois.
O primeiro gol veio em 2006, em um amistoso contra a Croácia, com uma cavadinha. Foi o primeiro sinal de que aquele garoto teria um destino fora do comum.
Impacto na Seleção e no futebol
A saída de Messi muda o centro de gravidade da Argentina. Por quase vinte anos, tudo girou em torno do camisa 10, dentro e fora de campo.
Agora, a seleção precisa seguir sem sua maior referência. A geração campeã de 2022 tem talento para isso, mas o peso simbólico da camisa 10 continua enorme.
Messi não deixa só gols e títulos. Deixa um padrão de exigência para quem vestir a camisa albiceleste.
Para o futebol mundial, a despedida também marca o fim de uma era. Messi e Cristiano Ronaldo dominaram o cenário por mais de uma década, e a comparação entre eles moldou o debate dos torcedores.
Reação do mundo do futebol
A imprensa argentina trata o jogo como um evento histórico. A cobertura mistura nostalgia, agradecimento e a sensação de que uma página importante está sendo virada.
Entre os torcedores, o sentimento é de gratidão, mesmo para quem sofreu nas finais perdidas. Messi foi criticado por anos na Argentina, mas acabou conquistando o carinho definitivo do país.
Fora da Argentina, o respeito é geral. Até rivais, como os brasileiros, reconhecem a dimensão do que ele fez com a camisa albiceleste, inclusive no Maracanã.
Histórico relevante
O caminho não foi simples. Messi perdeu a final da Copa América de 2007 para o Brasil, e conquistou o ouro olímpico em Pequim, em 2008, o primeiro grande título pela Argentina.
Em 2014, levou a Argentina à final da Copa do Mundo e foi eleito o melhor jogador do torneio, mas a Alemanha venceu por 1 a 0. Em 2015 e 2016, vieram duas finais de Copa América perdidas para o Chile, ambas nos pênaltis.
Depois de 2016, Messi chegou a anunciar a saída da seleção, mas voltou atrás e seguiu até o fim da jornada.
A virada veio em 2021, com o título da Copa América sobre o Brasil, no Maracanã. Depois vieram a Finalíssima de 2022, vencida por 3 a 0 sobre a Itália em Wembley, e a Copa do Mundo no Catar.
Na final de 2022, a Argentina empatou em 3 a 3 com a França e venceu nos pênaltis por 4 a 2. Em 2024, o time ainda levantou mais uma Copa América, batendo a Colômbia por 1 a 0 na decisão.
Números e estatísticas
Os números de Messi na seleção impressionam, mesmo sem entrar em detalhes. São mais de 190 jogos e mais de 110 gols com a camisa albiceleste.
Em Copas do Mundo, ele tem o recorde de partidas disputadas, com 26 jogos. No Catar, foram 7 gols em uma única edição.
Messi foi expulso poucos minutos depois de estrear pela Argentina, em 2005, e terminou a carreira como campeão do mundo.
Esses números ajudam a explicar por que ele é tratado como um dos maiores da história. Mas o que fica mesmo é a combinação de talento, persistência e títulos nos momentos decisivos.
O que vem pela frente
O próximo capítulo é a vida da Argentina sem Messi em campo. A seleção terá de provar que a força do grupo vai além de um único craque.
Para Messi, a despedida da seleção não significa o fim da sua história no esporte. O que vem depois é uma incógnita, e o carinho da torcida o acompanha em qualquer caminho.
Para o torcedor, resta a tarefa de guardar os vídeos, as finais e as lembranças. Será impossível ver a camisa 10 albiceleste sem lembrar do jogador que a carregou por vinte anos.
Opinião do especialista
Messi encerra a trajetória na seleção do jeito que os grandes ídolos sonham: campeão do mundo, campeão da América e com a torcida ao lado dele.
Minha leitura é simples: a carreira de Messi pela Argentina mostra que lenda não é quem nunca cai, é quem levanta depois de cada final perdida. Ele tentou, errou, voltou e venceu.
Também fica uma lição para o torcedor Brasileiro: reconhecer a grandeza do rival faz parte de amar o futebol. Messi merece essa reverência, independentemente da camisa que a gente defende.
A despedida é um agradecimento coletivo. Obrigado, Messi, por vinte anos de futebol que fizeram o mundo parar para assistir.
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