Contexto e importância

Poucas imagens da história das Copas são tão fortes quanto a de Zinedine Zidane caminhando para o vestiário, de cabeça baixa, passando ao lado da taça. Foi na final de 2006, em Berlim.

Agora, 20 anos depois, o roteiro ganha um novo capítulo. Zidane volta a enfrentar a Itália nesta sexta-feira, só que de terno, como treinador da França.

A notícia importa porque mistura memória e presente. O reencontro reabre um dos momentos mais comentados do futebol mundial e mostra como o craque lida com ele hoje.

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Destaque

Zidane diz não ter arrependimentos sobre a cabeçada na final da Copa de 2006, segundo a ESPN.

O que aconteceu

Segundo a ESPN, Zidane chega ao duelo contra a Itália duas décadas após ser expulso na final do Mundial de 2006. Ele não esconde o peso simbólico do reencontro.

O técnico francês, porém, mantém a postura de sempre: calma, poucas palavras e a ideia de que aquele lance faz parte da sua história. A manchete da reportagem resume o tom ao dizer que ele não tem "arrependimentos".

O jogo acontece nesta sexta-feira, e a imprensa dos dois países já trata a partida como um acerto de contas simbólico, mesmo sem valer taça.

Impacto no clube/seleção/competição

Para a França, ter Zidane no banco é um ativo enorme de imagem e de liderança. Poucos treinadores no mundo carregam o peso de uma carreira como a dele.

Para a Itália, o confronto é mais um teste contra uma seleção de elite e contra um adversário com forte carga histórica. O duelo vai além do campo.

No aspecto esportivo, o jogo serve para medir ideias de Zidane como treinador. Cada escolha dele será analisada também pelo que o nome representa.

Reação do mundo do futebol

A imprensa internacional voltou a falar da cabeçada assim que o confronto foi anunciado. É o tipo de assunto que nunca sai de moda entre torcedores.

Na França, muita gente vê o episódio como um erro de um gênio no último jogo da carreira. Na Itália, a lembrança é de uma final decidida nos pênaltis e de um título que entrou para a galeria nacional.

Nas redes, o debate segue dividido entre quem condena a atitude e quem vê nela um momento humano de um craque que nunca fingiu ser perfeito.

Vinte anos depois, a cabeçada continua maior que muitos títulos.

Histórico relevante

A final de 9 de julho de 2006, no Estádio Olímpico de Berlim, terminou em 1 a 1. Zidane abriu o placar cedo, de pênalti, com uma cavadinha que bateu no travessão e entrou. Materazzi empatou de cabeça.

Na prorrogação, Zidane acertou uma cabeçada no peito de Materazzi e foi expulso. Era o último jogo da carreira dele. A Itália venceu nos pênaltis por 5 a 3.

Zidane já tinha entrado para a história na Copa de 1998, quando marcou duas vezes de cabeça na final contra o Brasil. Em 2006, ainda foi eleito o melhor jogador do torneio.

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Retrospecto

Zidane levantou a taça em 1998 e saiu expulso da final de 2006. Poucos jogadores viveram os dois extremos em Copas.

Números e estatísticas

Os números da final de 2006 ajudam a dimensionar o drama. O jogo foi equilibrado, terminou empatado e só se resolveu na marca da cal.

A Itália conquistou ali seu quarto título mundial. A França, finalista pela segunda vez em oito anos, ficou com o vice.

Como treinador, Zidane também tem uma marca poderosa: comandou o Real Madrid em três conquistas seguidas da Liga dos Campeões.

20Anos desde a final de 2006
1 a 1Placar após a prorrogação
5 a 3Vitória italiana nos pênaltis

O que vem pela frente

O próximo passo é o jogo desta sexta-feira. Será a primeira vez em que o público vê Zidane no banco francês contra a Itália em um clima de reencontro tão carregado.

Depois da partida, as atenções se voltam ao trabalho de longo prazo da França sob o comando dele e ao que a equipe pode entregar nas próximas competições.

Independentemente do resultado, o confronto deve render novas entrevistas, novas imagens de arquivo e mais um capítulo de uma rivalidade que o futebol adora relembrar.

Opinião do especialista

O que mais chama atenção é a coerência de Zidane. Ele nunca tentou reescrever o passado. Aceita o lance como parte de quem é, sem teatro e sem pedir absolvição.

Isso o diferencia de muita gente no esporte. Em um mundo de discursos ensaiados, ele segue sendo direto, e é por isso que o episódio ainda rende conversa.

Como cronista, vejo o reencontro menos como vingança e mais como reconciliação com a própria história. Zidane vai ao banco com a mesma serenidade que mostrava com a bola nos pés. A cabeçada virou parte da lenda, e ele parece saber disso.

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Curiosidade

O último jogo da carreira de Zidane como atleta terminou com um cartão vermelho, algo raro para um craque de sua estatura.